As vezes é preciso se impor
limites, respeitar o próprio movimento e não romper com o que não conseguimos
lidar nós mesmos. Como vislumbrar fantasmas que você tenta tão arduamente
manter distantes e aquilo não tocá-la? Não como uma mácula, mas o reconhecimento
de uma dor, uma aceitação, idealização de algo que você não deseja abraçar para
si mesma.
É como ouvir um eco, um
reconhecimento de desesperança, que embora não exista hoje, já existiu em algum
momento e você sabe como estar ali, naquele ponto é, mas você prometeu a si
mesma que não voltaria ali. Então, o que fazer?
São pactos que fazemos e tentativas,
por amor muitas vezes, mas que você sabe claramente que podem se tornar o tiro
que sai pela culatra, então você para e respira, tenta pensar em alternativas,
mas a alternativa é clara, não é possível dar o que não temos. Como vender
esperança num momento onde a sua própria está tão frágil? É como segurar o ar,
você sabe que não conseguirá por muito tempo.
Quando estamos suscetíveis, a
bolha é necessária, é como um voto de auto preservação. Só não sei como dizer,
não sem soar como sem interesse, ou como uma “desimportância”, mas na verdade,
não quero acabar com minha própria e por isso as vezes me fecho, ali, naquele
universo quase paralelo, silencioso, tão meu, eu e minhas rosas, meus devaneios
e brumas.
Toda lagarta para voar precisa
ser borboleta e não há lagarta que possa ajudar outra a alçar seus voos e por
isso, aqui me encontro, angustiada por não poder, mas aliviada por reconhecer a
minha insignificância em mudar o outro, de oferecê-lo o que estou em busca.
Hoje lagarta, amanhã borboleta,
então flor...





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