Strony

13 de maio de 2017

Insignificância

As vezes é preciso se impor limites, respeitar o próprio movimento e não romper com o que não conseguimos lidar nós mesmos. Como vislumbrar fantasmas que você tenta tão arduamente manter distantes e aquilo não tocá-la? Não como uma mácula, mas o reconhecimento de uma dor, uma aceitação, idealização de algo que você não deseja abraçar para si mesma.

É como ouvir um eco, um reconhecimento de desesperança, que embora não exista hoje, já existiu em algum momento e você sabe como estar ali, naquele ponto é, mas você prometeu a si mesma que não voltaria ali. Então, o que fazer?

São pactos que fazemos e tentativas, por amor muitas vezes, mas que você sabe claramente que podem se tornar o tiro que sai pela culatra, então você para e respira, tenta pensar em alternativas, mas a alternativa é clara, não é possível dar o que não temos. Como vender esperança num momento onde a sua própria está tão frágil? É como segurar o ar, você sabe que não conseguirá por muito tempo.

Quando estamos suscetíveis, a bolha é necessária, é como um voto de auto preservação. Só não sei como dizer, não sem soar como sem interesse, ou como uma “desimportância”, mas na verdade, não quero acabar com minha própria e por isso as vezes me fecho, ali, naquele universo quase paralelo, silencioso, tão meu, eu e minhas rosas, meus devaneios e brumas.

Toda lagarta para voar precisa ser borboleta e não há lagarta que possa ajudar outra a alçar seus voos e por isso, aqui me encontro, angustiada por não poder, mas aliviada por reconhecer a minha insignificância em mudar o outro, de oferecê-lo o que estou em busca.


Hoje lagarta, amanhã borboleta, então flor...

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