Talvez eu não tenha passado a impressão correta com tantas reflexões esta semana, eu estou feliz! Mas é que minha verborragia poética não consegue ser rasa, fugaz, ela tem que mergulhar na alma, invadir os pensamentos mais profundos, as idéias mais doces, assim como as tristezas mais absolutas e como aquela lufada de ar que se toma quando retorna a superfície, ela explode em milhões de idéias profundas, intensas, ainda entorpecidas pela súbita falta de ar por explorar lugares tão longínquos de minha lembrança...
Ah lembranças! Como tenho lembranças e como as tenho revivido esta semana! Creio que em parte porque toda vez que meu aniversário se aproxima, gosto de pensar sobre a vida, sobre minha vida, sobre o que quero levar para a próxima roda, o que quero deixar para traz, o que me é caro, o que me é fugaz e não mais do que uma mera lembrança que ficou para traz.
Mas não quero pensar no que deixo aqui neste virar de página, para um novo recomeço quando o relógio badalar as doze horas, mas sim no que desejo levar comigo, porque faz parte de minhas entranhas, de meu coração, de minhas melhores bênçãos e desejos! Estes eu quero cantar, homenagear, honrar, carregar comigo onde eu for! São as pequenas estrelas do meu firmamento, pontos de luz que me iluminam, que tocam meus cabelos, minha face, que inspiram meus melhores sentimentos...
A minha família nem preciso comentar, eles são o ar que eu respiro, estão comigo em cada singular momento, desde o mais doce, ao mais acre, do mais feliz, ao mais desesperador! Sempre ali com este amor tão presente, tão incondicional, tão cheiro de ceia de Natal! Aos meus amigos, aqueles verdadeiros? Que hoje caminham comigo, que me apóiam, ouvem, amam, respeitam, que me fazem dar risada, que caminham em silêncio comigo quando eu estou mal humorada, que me pedem calma quando estou desesperada, que estão comigo na França, na Irlanda, em Brasília, em São Paulo, quem dirá em outros planetas inexplorados! Amo mais que tudo e nem preciso nomear, pois eles sabem quem são.
Ao meu amor, estranho amor, “meu grande amor, não chegue na hora marcada, assim como as canções, como as canções e as palavras, me veja nos seus olhos, na minha cara lavada, me venha sem saber se sou fogo ou se sou água”, porque está comigo em cada momento, em cada página desta história, desta jornada, desta odisséia, desta dança inefável, de valor inestimável e que me faltam palavras para descrever, pois você é o meu sol nas manhãs, minha lua nas noites e meu arfar nas madrugadas! Como explicar tamanho amor se me toma sem palavras?
Como sou grata a tudo que me toca hoje e não em minhas lembranças, mas no que me é palpável, sentido, retribuído, expressado das mais diversas formas! Creio que não poderia ser mais feliz, por mais que lembranças por vezes me tirem o sono ou o sorriso, mas estas estrelas, estas rosas, estas pessoas de carne e osso que me tomam os sentidos, elas dão sentido ao que posso dizer vida! Elas dão sentido a palavras que podem ser apenas palavras como amor, confiança, amizade, lealdade, compaixão,verdade, sonho, riso, entrega...
São minhas Mulheres Deusas, meu namorado marido amante, minha família, meus amigos, pessoas que mesmo sem querer temperam minha vida quando me saboreiam com seus pensamentos, com suas verdades, com seus pensamentos. O ar que eu respiro!
Termino dizendo que lá se vai mais um ano de doçuras, de flores, de crescimento, de pensamentos, de devaneios tortos e de plena e pura felicidade, pois felicidade pura tem sim seu quê de amargura, mas que é dissolvido nestes seres fantásticos que eu denomino singelamente de amigos. Amo vocês...
“Ando devagar porque já tive pressa e levo este sorriso, porque já chorei demais. Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe, só levo a certeza de que muito pouco eu sei, que nada sei. Conhecer as manhas e as manhãs, o sabor das massas e das maçãs. É preciso amor pra poder pulsar, é preciso paz para poder sorrir e é preciso a chuva para florir. Penso que cumprir a vida seja simplesmente conhecer a marcha e tocando em frente, como um velho boiadeiro levando a boiada, eu vou tocando os dias pela longa estrada eu vou, estrada eu sou... Todo mundo ama um dia. Todo mundo chora. Um dia a gente chega e no outro vai embora. Cada um de nós compõe a sua história e cada ser em si carrega o dom de ser capaz, de ser feliz”.
E eu sou feliz...





1 comentários:
Belas reflexões! E a gente se inspira também com a felicidade alheia para compor o nosso próprio painel de sorrisos e harmonias. O mistério de viver é se deparar com tudo isso: certezas, obras, devaneios, amores, reflexões. :)
Um bjo,
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