É engraçado pensar em amor. Alguns dizem que não precisam, outros que é o ar que eles respiram, outros buscam o amor em cada olhar, outros amam até chorar, mas de alguma forma todos procuram amar. Através de seus “Felizes para Sempre”, ou de seus “Que não seja imortal posto que é chama, mas que seja infinito enquanto dure”, de alguma forma todos querem encontrar seu par.
Alguém que os valorize, que os veja tal qual são, que os apóie, que os ouça, que se enamore, que se enterneça, que sorria junto, que dê gargalhadas, que acarinhe através das madrugadas, que sussurre juras eternas até o momento final. Todos querem sentir borboletas no estômago, aquele frio na barriga quando vê o alvo de sua paixão, se entregar sem medo, derreter nos braços e falar palavras sem sentido algum.
Amor faz bem! Mas para fazer bem tem que começar de dentro, por si mesmo, um desvendar do seu interior, um deliciar de suas virtudes, um compreender de suas limitações, um explorar de suas verdades e quando ele transborda de dentro para fora, ele encontra no outro não uma dependência, mas um encontro, de vidas, amores, curiosidades, gostos, sabores, desejos, prazeres, sonhos e ajuda a tecer a nós mesmos, nos faz crescer, sorrir e suportar o mais duro dos momentos, porque ele está lá ao nosso lado, sem cobrança, sem paranóia, sem desespero, sem dependência, está lá, porque lá quer estar.
Amor tem que começar de dentro, de você, no seu olhar, no seu espírito, da sua alma, da sua essência, se não, não faz sentido... é como buscar água num oásis e se perder no meio do deserto, pois não passa de uma miragem, um delírio. Se amamos de fora para dentro, buscamos no outro um suprir de necessidades, de vazio, de carência de si mesmo, do outro, do que o outro nos fez e de repente vivemos um filme repetido e triste, que já assistimos tantas vezes, pois colocamos nos outros todas as expectativas e no entanto esquecemos de plantar aqui dentro.
As pessoas se desiludem porque não procuram nelas a felicidade, deixam isso nas mãos do outro, mas o outro por melhor que seja, não conhece as suas necessidades, não como você. O outro não tem obrigação de cuidar de você, de curá-lo, de mudá-lo, nem você tão pouco de fazer isso com ele. É cruel, é egoísta, é vazio e quando o pote d’água acaba, vem o gosto amargo na boca, o mel se torna fel, os olhos que antes brilhavam, se crispam, as palavras doces se tornam amargas e os sonhos, desilusões amargas...
Para encontrar um grande amor, apaixone-se por si mesmo e de repente verá ao seu lado um grande amor...





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