Se tem algo pelo o qual devo agradecer é pelo relacionamento que tenho e construí com o meu amado! Sem “melosidades”, vejo que hoje é muito difícil encontrar relacionamentos onde a sinceridade, o diálogo, a compreensão sejam a base, sejam eles amorosos ou não. Com ele eu posso me despir de minhas máscaras, defesas, feridas e expor o que eu penso, o que eu sinto, o que eu quero, sem medos, mas sabendo que ouvirei o que preciso e nem sempre o que quero e vice-versa. Se expor para o outro é uma arte e requer muita confiança, total respeito, muita ponderação e sempre traz um crescimento.
No momento que estamos hoje, diante das escolhas que desejamos fazer, não podemos deixar de dizer qualquer coisa, de esclarecer, de se expor, de questionar, de avaliar, pois grandes escolhas sempre trazem grandes riscos e através do diálogo tentamos minimizar isso ao máximo, embora é claro, saibamos que é impossível prever tudo o que vai acontecer.
Algo que sinto que as pessoas não percebem é que estar com alguém, casar com alguém, compartilhar sua vida, é uma questão de escolha, você escolheu vincular a sua vida a de outra pessoa e por isso não dá para agir ou ter pensamentos meramente egoístas sem se preocupar com os sentimentos, expectativas, medos do outro e tudo isso precisa sempre, sempre ser trabalhado e dialogado para evitar mágoas e erros que poderiam ser previstos.
São 2 anos e 7 meses de relacionamento, nenhuma briga séria, nenhum momento em que dissemos ou fizemos algo que pudesse magoar profundamente o outro, mas sim muita, muita conversa e muita noção de tempo, de saber respirar, de saber se colocar no lugar do outro e dar espaço para que cada um faça suas reflexões pessoais e então traga tudo já mais ou menos digerido, para depois compormos juntos.
Isso traz segurança, traz tranqüilidade, traz respeito, traz confiança e sem isso casal nenhum, amigo nenhum consegue sobreviver ao tempo, as dificuldades, aos medos e inseguranças que cada um carrega e as nossas tantas peculiaridades, manias, birras.
O mais engraçado é que por mais que a gente sonhe com estas coisas, a gente sempre se pergunta se é possível e depois, quando isso verdadeiramente acontece a gente não percebe de pronto, porque é tão natural, tão intenso e ao mesmo tempo sublime, que você não se dá conta, apenas vive, numa tranqüilidade que jamais imaginava ser possível de ser alcançada!
Quando abrimos a vida verdadeiramente para alguém, é necessário sinceridade, mas antes de mais nada se abrir também para o outro, com suas diferenças, vivências, histórias, manias e verdades...





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