Hoje eu li uma reportagem muito interessante enquanto pedalava incansavelmente na bicicleta. Era uma reportagem com um escritor francês, que resumindo em miúdos falava que não é necessário ler um livro inteiro para se falar a respeito dele e que é a maior bobagem determinar que você têm que ler livros inteiros para captar sua essência, sua idéia e que muitas vezes isso faz com que escritores ou pessoas que "emitem opinião na mídia" mintam a respeito de determinados títulos, dizendo terem lido algo que nunca leram e tão pouco pretendem, mas é chique dizer que leu determinado assunto.Uma das partes que eu mais gostei é quando ele aborda que esta obrigatoriedade da leitura, este fingimento, é que afastam ainda mais as pessoas da mesma, pois ao invés de ser um prazer, uma descoberta, a leitura se torna uma obrigação, um ato mecânico e não um prazer como deveria ser. Que o fato dos professores exigirem que os alunos decorem fatos, nomes dos personagens, enfim... tornam a leitura massante, a criança fica mais preocupada com aquilo que ela não vai conseguir decorar, do que com a idéia. E isso é bem verdade, quantos livros chatos eu tive que ler para escola e tantos outros eu nem me dei o trabalho, procurei um resumo e pronto! Não adianta, quando eu não gosto, parece que as letras se embolam, a mente vai embora...
Enfim, ele trata do mundo dos livros como algo mágico, não obrigatório, mas que a essência da leitura é criar idéias, discussões, questionamentos, pontos de vista diversos e as vezes tão distantes do que o autor imaginou! Ler é uma viagem, pessoal, instraferível e é mesmo possível discutir sobre qualquer livro sem nunca ter lido, basta ter idéias e opiniões dentro da caixola.
Acho que por isso acho a internet um tanto mágica com todo este seu dinamismo, não vira uma ditadura e as palavras alheias te fazem voar bem mais longe do que poderíamos imaginar!
C'est tout....





1 comentários:
Olá, Luanin!
Seja bem-vinda ao meu blog. Obrigada pelos comentários tão bonitos que deixou por lá. E por falar em beleza, adorei poema do post do dia 03. Delicado, bonito e intenso. Fiquei surpresa qdo percebi, ao final da leitura, que tinha sido inspirado no meu texto. Muito bacana! Essa ponte que a palavra faz com as almas é a vida cosendo, tecendo destinos. Na solidão da leitura, chegamos muito perto do outro. Palavras amarram idéias que amarram vidas. Também concordo que não é preciso ler um livro inteiro para se falar dele. Na pressa da minha adolescência, o que li de livros pela metade! Li pouco até hoje, se for comparar com outras muitas pessoas que também escrevem e amam as letras. Mas tudo que li, foi um prazer intenso, um mergulho fundo, fruição real, prazer estético. Qse tudo que leio me modifica, me instiga. A liberdade deveria ser um quesito para leitura, cada leitor no seu tempo, no seu momento. A leitura deve sim ser um prazer, não uma obrigação. E por vinculá-la a uma obrigação é que muita gente acha a leitura um hábito chato. Qualquer pessoa está apta a sentir, a se emocionar, e por isso, a falar sobre a leitura, sendo ou não um leitor assíduo. Os livros são nossos espelhos, compêndios do que somos, vivemos, experimentamos, ou inventamos.
Até a próxima visita. :)
Um abraço carinhoso,
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