17 de novembro de 2011
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Calar
16:53
1 comment
Acho curiosa a mania que as pessoas têm de colocar palavras na boca dos outros, de dizer o que não foi dito, de ampliar histórias, de inventar verdades, de distorcer os fatos, não sei se é por algum prazer oculto, por mera ociosidade ou uma explosão de criatividade mórbida talvez. O fato é que quando atribuem fatos, palavras que jamais se atribuiriam ao que sou, a quem sou, independente dos fatos que permeiam meus sentimentos, idéias, pensamentos, nada dá o direito de inventarem, florearem, aumentarem o que eu disse, pensei, senti, enfim por melhor que fosse a intenção, se é que pode se considerar boa intenção me pintar como um monstro vil e insensível, tanto quanto insensato. Tais coisas não ornam comigo e é por isso que volto a acreditar em minhas paredes brancas, em meus delírios solitários, em meu mundo silencioso e tranqüilo, onde o que penso e sinto cabe tão somente a mim e a mais ninguém!
Sentimentos não são joguetes, não são coisas das quais simplesmente nos livramos ou debochamos ou com as quais somos capazes de não nos importar, podemos até fingir, mas no fundo nos importamos, se não nada que viesse dali não nos afetaria, nos causaria fúria, dor, alegria, raiva, enfim... a indiferença meu caro, é só para aqueles por quem nada sentimos e isso é um fato! Estes sequer vemos, são como partes invisíveis de um quebra-cabeça que não nos pertence, mas os outros não, são as peças que nunca encaixam, ou as que constantemente param embaixo do sofá, a que você nunca consegue encaixar em lugar algum.
Então, recolho-me as minhas paredes e ao meu adorável silêncio! Selo meus lábios com minhas alegrias, tristezas e tudo mais que houver que ser compreendido, deixado para trás ou eternizado por mim, apenas por mim e mais ninguém, assim sendo explicações não precisam ser dadas. Pintarei minhas paredes como e quando convir, com minhas próprias matizes e deixarei os outros com seus devaneios vazios e repletos de mentiras com seus próprios ecos.
Quanto mais ouço a voz dos insanos, mas aprecio a importância do calar....





1 comentários:
Escondido atrás do silêncio estão os mais profundos sentimentos daqueles que amam, choram, odeiam, se entristecem, se felicitam. O silêncio, nesse caso, nada mais é que o baú de recordações fechados pela chave da preservação, pois afinal só que tem acesso as profundezas do baú pode saber o que suas paredes guardam.
Segredos esses do baú profundo das águas incessantes do mar interno e cheio de ilusões que levamos dentro de nós....
Agora, você pode me acompanhar...
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