Começo a perceber que eu só consigo parar para escrever quando estou no limite da razão! Talvez porque o ato de escrever tenha se tornado uma válvula de escape, uma forma de controlar os humores, diminuir a pressão interna, ou ao menos tentar.
Os últimos tempos tem sido contraditórios, ao mesmo tempo que frutíferos, repletos de ideias, projetos, tenho passado por uma onda de tensão, stress como nunca visto antes! A sensação que eu tenho é que existe uma camada, uma bolha ao meu redor de tensão, que eletrifica as pessoas, que tende a explodir a qualquer momento.
Me sinto como naquele filme “tratamento de choque”, pois não consigo simplesmente parar e gritar, quebrar alguma coisa, mandar alguém para pqp, me sinto uma panela de pressão, acumulando, acumulando, até que em algum momento tenha um dia de fúria. Me sinto latente, pulsante, como se a pressão certa fosse me fazer despejar toda esta raiva, frustração, cansaço, tristeza, alegria, irritação, ao mesmo tempo.
Se eu pudesse, de verdade, iria para algum lugar distante onde não tivesse ninguém! Mesmo! Apenas eu! O silêncio, o sol, uma praia talvez, o mar a ir e vir, sem horário, sem obrigação, sem palavras, sem diálogo, sem carro, poluição, qualquer coisa que me lembre cidade, especialmente São Paulo e sua rotina exaustiva, consumidora de vida, criadora de zumbis! É isso, é assim que me sinto, um zumbi!
Sabe alguém que anda pelas ruas, come, bebe, vai ao trabalho, tem sua rotina e parece tudo muito automático? Como uma máquina que executa ordens, funções meramente? É de tal forma que me sinto, como algo mecânico, operacional! “Brains, brains”.
Só espero que esta fase passe logo, que eu possa voltar a respirar tranquilamente! Enquanto isso é tentar não enlouquecer e aproveitar os rompantes de inspiração e quem sabe voltar a escrever neste lugar empoeirado...





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