Hoje me deparei com um post fantástico e como todo post fantástico, gerou milhares de polêmicas e opiniões controversas. Para mim o fato é que homens e mulheres estão fartos da ditadura da beleza, em medir um potencial namorado pela quantidade de músculos que ele tem, ou uma mulher pelos seus seios e bundas perfeitas, como se pessoas não fossem nada além de uma imagem, uma embalagem, algo tão descartável quanto um maço de cigarros vazio.
Além de cruel, esta ditadura é responsável por milhares de problemas e doenças, como anorexia, bulimia, injeção de hormônios de cavalo para atingirem aquele “ideal de beleza”, mas a pior das doenças não são as físicas, porém aquelas que vão mais além, que é a clara inversão de valores, pois neste mundo de “belos” valoriza-se a aparência e esquece-se do conteúdo. O cafajeste passa a ser bem mais atraente do que o bom moço, a mulher fácil, fatal e fútil, passa a ser muito mais interessante do que a que busca por mais do que um príncipe encantado.
Estamos numa era no mínimo estranha, ou talvez estejamos abandonando a nossa inteligência e voltando a viver como animais, pois para eles sim é importante o vigor físico, o macho ou a fêmea que podem transmitir os melhores genes para a continuidade da espécie. Será que estamos voltando a idade das pedras? Acho que alguns sim, porém outros no entanto parecem estar despertando deste paradoxo comercial, capitalista, fincado no universo da moda de modelos anoréxicas escravas de folhas de alface e começando a perceber que beleza não põe a mesa, não estabelece um relacionamento bacana.
Não que eu tenha algo contra mulheres ou homens bonitos, como toda pessoa normal eu acho agradável olhá-los e ter delírios eróticos *rs*, só que não podemos nos prender a isso apenas, a procurar algo duradouro com algo tão plástico, ainda mais nos tempos de hoje onde qualquer um compra um bom par de seios siliconados. É mais um ode aos valores, a pessoa, as suas qualidades que superam seus defeitos, a um buscar de respeito, valorização, companheirismo, prazer, alegria, entrega e não um folhetim bonito e vazio, repleto de palavras sem sentido.
Uma taça sempre será apenas uma taça, por mais bonita que seja. Agora uma taça repleta com um bom vinho, hum esta sim pode de proporcionar as mais variadas delícias, prazeres e delírios...
Um brinde ao fim da ditadura da beleza!









