Strony

28 de outubro de 2015

Sacudindo a poeira..

Após tanto tempo sem escrever parece que até mesmo esqueci como fazê-lo, como se houvesse como, embora tenha que admitir que assim como a mente, quando deixada de lado, aos poucos se enferruja e perde um pouco de sua celeridade habitual, assim como o ato de escrever, pouco a pouco é como se esquecêssemos como ilustrar as palavras, os sentimentos, os acontecimentos num papel... tudo é exercício, prática, aprendizado. Então perdoem-me se inicialmente as palavras soltas não parecerem tão coesas, ou não conseguirem expressar a totalidade de meus pensamentos ou sentimentos, mas com o ranger dos dedos, o forçar dos olhos e o aquecimento das fornalhas da mente, pouco a pouco voltarei a antiga forma. O porque destas palavras? Simples, sinto que após tanto tempo dando vazão a tantas outras áreas da minha vida, nada calma ultimamente, aos poucos as palavras, pensamentos, ideias, reflexões foram se acumulando aqui dentro e de repente me vi sobrecarregada de tantos pensamentos, tanto que começaram a transbordar para os meus sonhos, assim nem as noites, tampouco os dias são tranqüilos e silenciosos, mesmo quando tudo é tranqüilo e silencioso, pois sempre resta a inquietude da mente, pedindo por libertação, por partilhar de seus devaneios, por mais incoerentes ou intangíveis que sejam. É por fim, uma necessidade d’alma! Escrever é quase que um ato sintomático, quando a cabeça e os sentimentos começam a se tornar turvos, turbulentos, inquietos o bastante mesmo em sua superfície, sinal de que faltam as palavras para extravasar, para servir como pino de segurança, aliviando a pressão pouco a pouco. Os dias têm sido tão tensos, a realidade tão absurdamente “utópica”, que parece-me que fomos jogados num mundo cruel e tão diferente daquele que um dia conhecemos, tempos estranhos, tempos de frieza d’alma, de extremos e hipocrisias, então aqui me coloco mais uma vez, como tecelã da minha própria verdade, tentando desafogar o peito e alimentar os pensamentos!

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