Strony

19 de março de 2011

17º Capítulo: Despedida


- Oi Rosa.
- Olá Estranha!
- Estranha é?
- Faz tempo não é mesmo?
- Cada vez mais ao que parece.
- Isso é natural.
- Por isso mesmo vim me despedir, antes que de repente não nos vejamos mais e não haja uma oportunidade de dizer até logo ou adeus, não sei.
- Não precisa se preocupar com isso.
- Não, desta vez é necessário, eu quero verdadeiramente agradecê-la por tudo.
- Tudo que encontrou estava em você.
- Sim eu sei, mas encontrá-la me fez vez e desta vez eu soube encará-la de uma forma diferente, mais madura, mais produtiva e por isso pude aprender tanto com você, por isso quero agradecê-la. É claro que não desejo do fundo do coração encontrá-la novamente, porém sei que se nos encontrarmos novamente será tão produtivo quanto foi desta vez, pois aprendi a enxergá-la.
- Você apenas conseguiu fazer de uma adversidade um degrau ao invés de um obstáculo.
- Eu consegui compreendê-la Rosa, vê-la além do problema, dos sintomas, da dor, da angustia, consegui mergulhar e enxergar suas entranhas, buscar suas raízes, fazer de cada lacuna, de cada dor, uma força, um caminho alternativo, uma razão para mudança, para reflexão, para fazer de você não um fantasma, mas uma companheira.
- E você foi uma boa companheira!
- E você uma excelente professora!
- E como será daqui para frente?
- Não sei... não penso muito no amanhã, tenho me preocupado em viver o hoje, o que posso de alguma forma prever, controlar e ainda sim é tão mutável.
- Isso é bom! Vai parar de escrever?
- Bem, não vejo sentido em continuar escrevendo os nossos monólogos, pois eles são nossos e dizem tão somente a esta fase, a nossa tempestade, não faria sentido dar continuidade a uma história que não corresponde mais aos meus sentimentos.
- Não acho que deveria parar.
- Não pretendo parar, apenas vou interromper os nossos monólogos, mas quero continuar com outro mundo imaginário, outros personagens, outras figuras e assim que sabe aprender outras lições.
- Ahhh simm, agira eu compreendi!
- Imagina, escrever é praticamente meu ópio, meu delírio, minha libertação.
- E o conhecimento uma fonte inesgotável para aquele que a buscam de coração.
E assim eu lhe beijei o rosto demoradamente, a abracei firme e pude sentir seu perfume inebiente mais uma vez. Não sabia ao certo se iria vê-la novamente, mas tinha que pensar positivo. Entreguei uma rosa rubra a ela e sai andando imaginando o que estaria por vir.
FIM

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