Strony

7 de outubro de 2009

As Deusas da Minha Vida

Se os homens são a face de Deus, as mulheres são a face da Deusa no mundo. Cada uma dentro de seu arquétipo, de sua singularidade, de sua essência tão única e indecifrável. Conheci muitas mulheres em minha vida e com cada uma pude aprender algo, pude perceber um brilho particular, um pedaço de mim que muitas vezes havia esquecido, ou que por vezes guardei no topo mais alto de minha estima!

Algumas me fizeram chorar, apesar de suas doçuras e malícias, apesar de serem também Deusas em minha história, perderam talvez a parte doce destes enlaces, destas doçuras que ser mulher traz, quando se sabe ser mulher.

Porém outras muito me ensinaram, me fizeram admirar e admirá-las, por um quê de graça, virtude, beleza, não aquelas de bancas de jornais, mas belezas de caráter, de sonhos, de esperanças, de crenças, aquelas que só encontramos quando abrimos a concha e ali escondida está a mais bela pérola jamais conhecida!

Estas mulheres, confusas, inseguras, fortes, engraçadas, espertas, doces, por vezes até mesmo tristes, elas encantam a minha vida e me fazem ter esperanças naquilo que eu descrevi como irmandade. Elas dão sentido, elas dão rumo, elas dão força e me mostram o quanto é bom ser apenas eu, com tantas imperfeições e medos, tantas inseguranças e mágoas, tantas alegrias e rubores, tantas dúvidas e certezas! Tão complicada a um primeiro olhar, mas tão simples de se desvendar...

São mulheres de blogs que freqüento, que por vezes nem conheço, mas as palavras encantam, tocam, inspiram! São mulheres que conheço com as entranhas, como minha mãe, que tanto admiro, ou irmãs que tanto aprecio e zelo, como vós, bisavós, que tanto ensinam em seu silêncio ancestral. São mulheres que encontrei na minha vida e que comigo partilham sonhos, esperanças, doçuras e amarguras. São Deusas de carne e osso, que desfilam nuas de máscaras pelas ruas, apenas esperando um sorriso para desabrochar.

São Deusas Mulheres, Mulheres Deusas, seres fantásticos, inconseqüente, sensíveis a qualquer toque, perfume, sussurrar. Elas são minhas verdadeiras musas, mais do que aquelas do imaginário, pois elas me ajudam a caminhar e através delas reencontro minhas Deusas, Aquelas mesmas que me fazem inspirar e escrever tais palavras só para as homenagear...

Obrigada Mulheres Deusas, por me fazerem despertar!

6 de outubro de 2009

Refluxos

E então, é apenas o silêncio diante ao mar, o olhar distante, o pensamento vago, nada certo, somente o ir e vir e o farfalho das ondas. Como se não houvesse tempo preciso, como se não houvessem feridas, lamentos, mágoas, tão pouco lembranças. Apenas o mar e nada mais...

Aquele oceano de imensidão, de sonhos perdidos, de amores náufragos, de sereias encantadas, de barcos sem direção. Uma grande imensidão de vazio, tão profundo quanto meus sentimentos, tão raso quanto os meus pensamentos, tão indecifrável quanto a saudade.

Aquele mesmo mar, de onde vem toda a vida, onde tudo um dia surgiu e para onde de alguma forma tudo retorna, o ventre do mundo, a força inefável da criação, o burburinho suave, como uma dança em evolução.

E então o mar, como os fluxos e refluxos dentro de mim, trazendo de volta, deixando ir, seguindo em frente, levando embora, o que não mais fica já não importa, o que permanece é porque tem entranhas, raízes profundas no meu universo em ebulição.

Não há dor, não há tormento, apenas o ir e vir das águas, sentimentos, pensamentos vagos, olhos em dilúvio constante, limpando a alma, tocando a mente, despertando o que estava esquecido, esquecendo o que foi perdido.

E então, é apenas o silêncio diante ao mar, a quietude insone de suas ondas e movimentos, de sua dança, encantamentos. Vazio então o que era cheio, cheio de tanto vazio no país estrangeiro. Pois é preciso compreender os ciclos, os fluxos, as marés da vida e como mar, apenas acompanhar o ir e vir sem sofrimento, sem se prender, sem lutar, sem se entregar...

No fim, tudo é apenas o mar em movimento, partidas e chegadas, lágrimas e risadas, lembranças e esquecimentos, tudo no profundo silêncio do profundo mar em movimento!

2 de outubro de 2009

Papo de menina

Eu cheguei hoje a uma conclusão cruel, eu acredito em fadas! Tá, eu acredito, mas não é este o ponto. Eu acredito em algo que existe, é possível, é mágico, mas caiu em desuso na sociedade atual, capitalista, competitiva, imoral. Eu acredito que mulheres possam ser amigas, de verdade! Sem competição, sem inveja, sem abandono quando o Príncipe Encantado aparece.

Mulheres que sentam para conversar sobre Melissinha, mas que também falam de seus medos, que falam de suas dores, que falam de suas dúvidas, que falam de seus rubores, que choram suas dores, que dão gargalhadas juntas até a barriga doer, que falam dos homens que acham divinos e deliram em histórias fantasiosas que elas mesmas criam, só por diversão.

Mulheres que se compreendem, mulheres que se entendem, mulheres que se olham e simplesmente sabem cada mentira, cada verdade, cada palavra, que se confortam, que batem perna, que falam de música, maquiagem, mas sem perder o encanto, a “meninice”, o jeitinho docemente apimentado de ser mulher.

E mesmo depois de tantas decepções, eu tenho que admitir que eu ainda acredito que mulheres podem ser amigas, que deveriam ser amigas, que é muito mais natural que assim fosse, se de repente elas não estivessem tão mais preocupadas em competir em tudo, com tudo e ver os homens da sua vida como troféus em uma estante.

E sei que ninguém compreende uma mulher como outra, e sei que só outra mulher é capaz de compreender tão bem as nossas dores, nossas dúvidas, mas isso se perdeu em algum momento em nossa sociedade, talvez naquele em que queimamos os sutiãs e confundimos liberdade com endurecimento, da alma, do coração, de nossas relações. É como se com eles tivéssemos queimado nossa doçura e nos tornamos homens, que são ótimos, mas homens, assim como somos maravilhosas quando descobrimos as belezas e as doçuras de ser mulher...

É, eu ainda acredito em irmandade!