28 de fevereiro de 2014
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Oceano
17:56
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Existe em mim uma certa preguiça de existir, pensar, como se todo este oceano fosse extenso demais para ser colocado em palavras, versos, poemas, ou tão pura e simplesmente há tanto tempo ele não se traduza em palavras que perdeu o método para fazê-lo, então permanece plácido em sua superfície, calmo, com pequenas marolas, indo e vindo, mas lá no fundo em sua imensidão e profundidade, turbilhões rodopiam, correntes movimentam tudo que sou, temo, desejo, não mais sou... é o silêncio no centro do furacão, aquela quietude assustadora, ou talvez aquela paralisia diante ao caos, como se nada importasse, nada pudesse me tocar, apenas o silêncio, a placidez da superfície e o vazio.





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