Strony

27 de maio de 2012

Espreita



Teus olhos me fitam novamente, é tão inevitável te convidar para entrar... como se já não estivesse aqui dentro!

"Life's too short to even care at all oh
I'm losing my mind losing my mind losing control
These fishes in the sea they're staring at me oh oh
Oh oh oh oh
A wet world aches for a beat of a drum
Oh

If I could find a way to see this straight
I'd run away
To some fortune that I should have found by now
I'm waiting for this cough syrup to come down, come down

Life's too short to even care at all oh
I'm coming up now coming up now out of the blue
These zombies in the park they're looking for my heart
Oh oh oh oh
A dark world aches for a splash of the sun oh oh

If I could find a way to see this straight
I'd run away
To some fortune that I should have found by now

And so I run out to the things they say could, restore me
Restore life the way it should be
I'm waiting for this cough syrup
To come down

Life's too short to even care at all oh
I'm losing my mind losing my mind losing control

If I could find a way to see this straight
I'd run away
To some fortune that I should have found by now

So I run out to the things they said could, restore me
Restore life the way it should be
I'm waiting for this cough syrup
To come down

One more spoon of cough syrup now, oh
One more spoon of cough syrup now, oh"

11 de maio de 2012

Zumbis?!

Começo a perceber que eu só consigo parar para escrever quando estou no limite da razão! Talvez porque o ato de escrever tenha se tornado uma válvula de escape, uma forma de controlar os humores, diminuir a pressão interna, ou ao menos tentar.


Os últimos tempos tem sido contraditórios, ao mesmo tempo que frutíferos, repletos de ideias, projetos, tenho passado por uma onda de tensão, stress como nunca visto antes! A sensação que eu tenho é que existe uma camada, uma bolha ao meu redor de tensão, que eletrifica as pessoas, que tende a explodir a qualquer momento.

Me sinto como naquele filme “tratamento de choque”, pois não consigo simplesmente parar e gritar, quebrar alguma coisa, mandar alguém para pqp, me sinto uma panela de pressão, acumulando, acumulando, até que em algum momento tenha um dia de fúria. Me sinto latente, pulsante, como se a pressão certa fosse me fazer despejar toda esta raiva, frustração, cansaço, tristeza, alegria, irritação, ao mesmo tempo.

Se eu pudesse, de verdade, iria para algum lugar distante onde não tivesse ninguém! Mesmo! Apenas eu! O silêncio, o sol, uma praia talvez, o mar a ir e vir, sem horário, sem obrigação, sem palavras, sem diálogo, sem carro, poluição, qualquer coisa que me lembre cidade, especialmente São Paulo e sua rotina exaustiva, consumidora de vida, criadora de zumbis! É isso, é assim que me sinto, um zumbi!

Sabe alguém que anda pelas ruas, come, bebe, vai ao trabalho, tem sua rotina e parece tudo muito automático? Como uma máquina que executa ordens, funções meramente? É de tal forma que me sinto, como algo mecânico, operacional! “Brains, brains”.

Só espero que esta fase passe logo, que eu possa voltar a respirar tranquilamente! Enquanto isso é tentar não enlouquecer e aproveitar os rompantes de inspiração e quem sabe voltar a escrever neste lugar empoeirado...