É engraçado ver como nossa rotina por vezes torna tudo tão automático, passamos por pessoas, coisas, acontecimentos e ao mesmo tempo tudo parece tão invisível aos nossos olhos. Caminhamos por um mundo repleto de cores aparentemente insensíveis e rimos quando vemos uma formiga sem saber o que fazer diante de uma folha que cai em seu caminho, o mais engraçado é perceber que nós somos iguais! As vezes algo diferente do comum, algo inusitado nos acontece e ficamos sem reação com a novidade, antes de partirmos para a análise de que se aquilo é bom ou ruim para as nossas vidas, quando no fundo muitas vezes o que precisamos é da experiência e não do resultado em si.As pessoas não reparam nas flores, nas árvores, no céu, na lua que desponta, eles estão focados em relógios, horários, compromissos, problemas, no que será que tal pessoas entendeu de tal frase dita num momento de raiva inusitado quando nos tiraram da nossa doce e abominável rotina. Nós não vemos o caminho que usamos para ir ao trabalho, nos apenas seguimos por ele e certamente se alguém desviar uma pista, colocar uma obra, aquilo soa como uma afronta, mas como eles puderam fazer isso?! Quando na verdade as melhores experiências, os mais ricos momentos estão nas mudanças, no inusitado, no inesperado, na surpresa matinal que te desperta.
Os homens enchem suas cabeças de si mesmos e dos problemas que eles mesmo criam e de repente não tem mais tempo para observar as sutilezas, os pequenos presentes que a vida nos traz, os pequenos milagres, aqueles detalhes tão delicados que ocorrem quando estamos ocupados demais fazendo contas para o mês seguinte.
É, realmente difícil viver desta maneira, onde ver não significa olhar, notar não significa perceber, provar não significa experimentar, mudanças não significam novos ares repletos de presentes ocultos, onde viver é apenas cumprir um relatório diário, monótono, repetitivo e descolorido...





0 comentários:
Postar um comentário