Strony

26 de novembro de 2008

Em frente ao espelho

Mais uma vez eu estou naqueles meus momentos introspectivos, daqueles onde gosto de sentar e ficar fitando o nada, sozinha com meus pensamentos, com minhas idéias, com meus sentimentos e sinceramente eu gosto deste momentos de solidão, pois são sempre encontros comigo mesma, momentos em que consigo encontrar respostas para questões profundas, confusas, mesmo que em alguns momentos isso me deixe melancólica, lacônica, distante.

Acredito que sem estes momentos de reflexão, tão íntimos, tão próprios e tão preciosos, não conseguimos ter noção do que somos, do que almejamos, do que precisamos mudar e daquilo que já mudamos sem perceber no decorrer do dia a dia. Refletir é olhar a si mesmo, mas não superficialmente, mas mergulhar nas profundezas da alma e beber de si mesmo, colher alegrias, lágrimas, pensamentos e sentimentos.

São nestas lacunas internas, que o mundo por vezes passa tão desapercebido e aparentemente imutável, que tudo acontece, pois quando olhamos para nós mesmos, esquecemos um pouco o outro e somos capazes de ouvir nossa própria voz, sem medo, mas é preciso dosar este momento, para não perder coisas importantes que passam diante dos nossos olhos e que parecem tão corriqueiras, como um sorriso inesperado, como um beijo roubado, como uma lágrima que escorre no canto da face e necessita de um afago.

Tudo na vida é preciso dosagem, estar em si, mas não esquecer o todo, estar no todo e não esquecer de si, mas ainda sim eu adoro, estes meus momentos de silêncio em frente ao espelho, onde quase nada mais importa, a não ser você mesmo...

24 de novembro de 2008

Debaixo dos caracóis dos seus cabelos

Um dia a areia branca
Seus pés irão tocar
E vai molhar seus cabelos
A água azul do mar
Janelas e portas vão se abrir
Pra ver você chegar
E ao se sentir em casa
Sorrindo vai chorar

Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Uma história pra contar de um mundo tão distante
Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Um soluço e a vontade de ficar mais um instante

As luzes e o colorido
Que você vê agora
Nas ruas por onde anda
Na casa onde mora
Você olha tudo e nada
Lhe faz ficar contente
Você só deseja agora
Voltar pra sua gente

Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Uma história pra contar de um mundo tão distante
Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Um soluço e a vontade de ficar mais um instante

Você anda pela tarde
E o seu olhar tristonho
Deixa sangrar no peito
Uma saudade, um sonho
Um dia vou ver você
Chegando num sorriso
Pisando a areia branca
Que é seu paraíso

Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Uma história pra contar de um mundo tão distante
Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Um soluço e a vontade de ficar mais um instante

Fiquei um bom tempo sem aparecer e não sei dizer se era falta de inspiração, preguiça, ou simplesmente um desânimo tênue, porém constante, uma certa apatia e sei lá, não queria ficar falando ou resmungando das mesmas coisas, pois tudo por aqui segue nos mesmo ritmo, na mesma tranqüilidade estranha, enfim... talvez eu volte, talvez não, mas vou tentar escrever mais ^.~

E esta música, além de eu adorar cantá-la, ela sempre lembra do meu amado, talvez pelos cabelos encaracolados, de molinhas toin toin toin, talvez por todo seu saudosismo canceriano, talvez por todos nós termos sonhos, lembranças e saudades de lugares que fomos, de onde viemos e as vezes até mesmo de onde nunca fomos...